Como filho do Entroncamento sempre me preocupei com a vida e desenvolvimento do meu concelho.
A minha empatia com a Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento começou quase com o seu nascimento.
Em 1955, data da inauguração do hospital, participei com um rancho de crianças do qual eu era o ensaiador. Nesse mesmo dia a população do Entroncamento juntou-se para participar com um histórico cortejo de oferendas que foi bastante generoso para a Santa Casa da Misericórdia, visto que esta, estava muito carenciada de fundos financeiros.
Mais tarde e já como Autarca (Vereador a Tempo Inteiro e depois como Presidente do Município) sempre me preocupei, tendo como objectivo, dar todo o apoio a esta grande Instituição que é a Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento.
Por essa altura, o Hospital (que entretanto tinha sido nacionalizado) foi devolvido, pelo Governo, em estado total de degradação.
Foi esse o momento que mais me ligou à Santa Casa, porque a sua recuperação era muito difícil sem o apoio da Câmara Municipal.
Efectivamente, esta minha afinidade para com a Instituição veio a tornar-se num compromisso ao aceitar o convite que me foi feito, em momentos muito difíceis para a Instituição, com a grave doença que envolveu o Provedor, Sr. Manuel Rosa Valério.
Um grupo de amigos, não olhando a dificuldades e fazendo apelo às suas energias, começou por fazer grandes obras no Hospital e no Lar. No Hospital, com a ajuda do Saúde XXI, efectuou-se a tão necessária ampliação bem como a imprescindível remodelação, colocando novos equipamentos e camas modernas.
Fizeram-se novas parcerias com o Estado no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), Cardiologia, Imagiologia, Cirurgia, e ingressámos na Rede Nacional de Cuidados Continuados. Efectuaram-se outros acordos com companhias de seguros, Portugal Telecom (PT), Militares, PSP, GNR, Médis Saúde, entre outros.
No Lar, procedeu-se à instalação de uma central detectora de incêndios, instalou-se ar condicionado em todos os quartos, corredores, salas-de-estar e ginásio. Efectuaram-se, também, pequenas obras de modernidade e conforto. Compraram-se várias viaturas para dar apoio domiciliário, e uma dotada de elevador hidráulico para transporte de idosos em cadeiras de rodas.
Conseguimos, ainda, obter os meios necessários para a construção de um novo lar.
É justo lembrar os Corpos Sociais e os Irmãos, que em geral, com dedicação e generosidade serviram a Santa Casa da Misericórdia. Não esquecendo os Beneméritos que em muito tem ajudado a Instituição tanto a nível pessoal como institucional, principalmente a Câmara Municipal do Entroncamento, Bombeiros, P.S.P., União das Misericórdias Portuguesas, nas pessoas dos, Excelentíssimo Dr. Padre Vítor Melícias e Dr. Manuel Lemos.
Estas palavras não pretendem ser mais do que uma introdução ao que fizemos, embora muita haja para fazer, continuando a nossa obra do “ Bem-Fazer” e servir cada vez mais e melhor os que nos procuram, sempre com uma atenção devida aos mais necessitados.
